Fórum Mundial Permanente de Sustentabilidade

Edifício com geometrias inspirada nas formas naturais, e no sol do deserto.

O projeto deixa claro que edificações precisam evoluir com os novos padrões para corresponder às novas necessidades. É preciso ir além da arquitetura de arestas, a forma deve acompanhar a organicidade da necessidade ambiental e fugir da compartimentação do nosso século.

O edifício se estrutura em 4 níveis, o nível térreo abriga um pé direito de grandes proporções com passarelas suspensas por cabos de aço que formam caminhos aéreos onde galerias se misturam com espaços abertos ao público que não adentrará no edifício, mas poderá ter acesso à bares, restaurantes e lojas desde o nível da rua.

No 1° subsolo estão salas de conferência e de reuniões, permeadas por salas de apoio com corredor de serviço, elevadores, cozinhas, banheiros e salas de administração. Com um pé direito de 7 metros, a zona de circulação se faz por varandas descobertas que dão vista ao grande pé direito por onde entra luz natural e funciona o colchão de ar, isolante térmico do edifício e de onde se avista o 3° subsolo. Cada nível está atendido por núcleos de circulação vertical e rampas além do acesso ao estacionamento e escadas de emergência. Em parte da área destinada a carga e descarga, encontra-se o shaft de instalações que distribui para o nível tubulações de elétrica, hidráulica, chiller de refrigeração, piso radiante e dutos de retirada de ar quente.

O 2° subsolo abriga o restaurante principal, salas de convenções, cafés, galeria de arte aberta, corredores de serviço, jardins internos banheiros, cozinhas, foyer para coffee break que dá acesso aos elevadores panorâmicos e levam até o restaurante do mirante nas folhas da Solapralm. Acesso ao estacionamento e os shafts de instalações. Varandas em desnível conectando rampas de acesso aos outros níveis. Escadas de emergência estão localizadas ao lado do estacionamento com elevadores de serviço e dutos de saída de ar quente e entrada de ar frio e uma parede verde dupla que sobe até a laje do térreo, buscando a iluminação natural.

É no 3° subsolo que está o coração técnico do edifício, uma grande zona de estratégias se organizam para promover a inteligência deste organismo vivo. O ecogerador autônomo gera energia elétrica pela captação de energia calorífica do ar externo, para refrigeração e climatização do edifício. A energia excedente gerada será armazenada em uma caixa térmica enterrada de brita, o resíduo de ar quente gera energia para ser consumida no edifício atendendo a sua demanda total combinado com a geração por fotovoltaica da Solapalm.

Todos os tanques para tratamento de águas cinzas e lavatórios estão concentrados nesta sala, além da horta orgânica, o adubo proveniente dos resíduos orgânicos do edifício, e a sala de controle de tecnologia e sistemas. Dois teatros, salas de reuniões, a galeria foyer e o museu estão localizados no grande pé direito e recebem luz natural proveniente das aberturas do pavimento térreo com jardins e espelhos d’água internos, que regulam a umidade relativa do ar. O estacionamento também acessa a este nível com espaço para carga e descarga, para cozinha e zonas de serviço.

  • Localização

    Dubai . Emirados Árabes Unidos

  • Prêmios

    2º Lugar Prêmio Saint Gobain 2019