Nova sede Instituto Favela da Paz

Aberta a captação de recursos nacionais e internacionais para a construção da nova sede do Instituto Favela da Paz

Com arquitetura sustentável e consciente, assinada pelo Atelier O’Reilly, a captação de recursos para a construção da nova sede do Instituto Favela da Paz, que irá amplificar em 5 vezes a capacidade de atendimento atual, será oficialmente lançada no dia 17 de novembro, em evento no Club Paulistano.

No dia 17 de novembro de 2021, em parceria com o Club Paulistano, o Atelier O’R Architecture & Partners Sustainable Strategies lança oficialmente a captação de recursos para construção da nova sede para o Instituto Favela da Paz. O coquetel de abertura acontece das 19h00 às 22h00, para parceiros, autoridades, sócios e empresários e vai mostrar as etapas do projeto, seu impacto social e como vai funcionar a contribuição. A exposição do projeto acontece no Club Paulistano até o dia 21 de novembro, quando segue de forma itinerante para outros locais da cidade.

O projeto arquitetônico “Nova Sede para o Instituto Favela da Paz, com requalificação urbana do entorno”, foi lançado oficialmente na Bienal de Veneza deste ano e está listado entre os 10 projetos mais importantes da Bienal, destacado entre os 110 trabalhos de 46 países, todos eles exatamente buscando soluções que urgem por reestabelecer uma relação saudável entre nós e o planeta.

O Instituto Favela da Paz é uma entidade empreendedora social com projetos voltados para arte, nutrição saudável, cultura, música, tecnologia, sustentabilidade, esporte, saúde e educação em uma das periferias mais carentes da cidade de São Paulo. São mais de 500 famílias que participam dos projetos de arte, cultura e inclusão. A construção da nova sede vem ao encontro da proposta do atelier, de promover diversidade de soluções não impactantes para o planeta e para a operação do edifício, enfatizando a redução de custos de implantação, de operação e manutenção das edificações e do espaço urbano com foco em soluções para construir um mundo melhor.

Criado em 2010, o Instituto é formado por músicos, artistas independentes, residentes da favela e articuladores culturais locais. Os princípios que sustentam o que fazem são os valores da comunidade focados em cooperar e compartilhar dons e sentimentos, fazendo da escassez a abundância. Atende mais de 500 famílias e 15.000 pessoas anualmente no Jardim Ângela em São Paulo. Foi reconhecido na COP26 como um dos 8 projetos mais sustentáveis do mundo.

O bairro onde o Instituto está localizado foi considerado pela ONU um dos lugares mais perigosos para se viver. As ações desenvolvidas pelo Instituto foram capazes de pacificar em parte esta comunidade e hoje, buscam a ampliação através da nova sede e requalificação do entorno que será capaz de amplificar o atendimento para mais de 50.000 pessoas da região e apresentar-se como um modelo a ser replicado.

SOBRE O PROJETO

As diretrizes do projeto Imputam como ferramentas de transformação, ações que atendem a erradicação da pobreza com formação de mão-obra aplicadas na construção do edifício, como impulso econômico local, reduzindo a desigualdade e educando para a implantação de sistemas construtivos híbridos que permitem o acesso a uma nova forma de fazer. Oferecem também novas oportunidades de geração de renda, conexão com o espaço público, e estimulam a sensação de pertencimento do lugar de forma sustentável.

Pessoas, arquitetura e urbanismo se entrelaçam na estruturação de um complexo integrado que estabelece um novo paradigma diante das possibilidades de interação que a tecnologia oferece propiciando encontros virtuais que celebram e acessam uma visão de mundo expandida para a também nova realidade do planeta.

O edifício se estrutura em espaços que criam uma atmosfera de cuidado pessoal com a utilização de materiais não tóxicos na construção que promovem a saúde dos seus usuários e estabelece uma relação interpessoal entre o público presente e o público virtual através de locais que abrigam sistemas que possibilitando o trabalho, a formação e a difusão de conteúdos a distância.

Segundo Patrícia O’Reilly, autora do projeto, “projetar a nova sede nos encheu de perspectivas e abriu novos horizontes na forma de projetar”. Segundo ela, a proposta arquitetônica faz uma decodificação da “caoticidade” da realidade da casa sede, onde hoje também é o lar de todos. Preserva a organização espacial existente na sede atual e, de forma livre, conecta oito volumes construídos em sistemas construtivos híbridos, desordenados e comunicados por passarelas que sobem e descem abrigando, em seu uso, os programas desenvolvidos neste núcleo de metamorfoses interpessoais que é o Instituto Favela da Paz.

O projeto busca captar R$13 milhões para ser realizado e, por isso, serão agendadas reuniões com empresas interessadas em fazer parte, para entender os benefícios fiscais e contábeis, bem como de que forma o processo vai acontecer. As empresas participantes, mais do que doadoras, serão verdadeiros agentes de transformação. Para transparência do processo, todas as doações serão auditadas por uma empresa internacional parceira.

Informações para a imprensa

Planta e Cresce | katizanatta@plantaecresce.com.br | 11 2594-7891 e 11 99497-8523

CONTA BANCÁRIA

Instituto Favela da Paz
Banco Santander – 033

Agência
3293

Conta corrente
000130097155

CNPJ
13 350 870 0001 32

PIX

Banco Santander

Chave Pix CNPJ 13 350 870 0001 32

Reproduzir vídeo
Reproduzir vídeo
Reproduzir vídeo
Reproduzir vídeo
Reproduzir vídeo
Reproduzir vídeo

Projeto para a nova sede do Instituto Favela da Paz pretende decodificar a “caoticidade” do antigo espaço e integrar ainda mais a comunidade.

O Instituto tem mais de 25 anos de existência, é um espaço cultural dentro da favela localizada no Jardim Ângela, na região sul da cidade de São Paulo (SP).

“Projetar o edifício do Instituto Favela da Paz, uma causa tão nobre, nos encheu de perspectivas e abriu novos horizontes na arte da arquitetura que tem como objetivo central abrigar pessoas em um espaço criado por pessoas. Seres que habitam o mesmo endereço no cosmos.” Afirma a arquiteta Patrícia O’Reilly, uma das idealizadoras do projeto.

Para que o projeto fosse completo, ele deveria atender as expectativas deste Instituto tão singular. “Precisávamos ir além e nos interligarmos com aquela realidade. O edifício deveria se conectar com aquela comunidade e ser capaz de dar voz às suas necessidades e anseios para que a transformação tivesse bases sólidas para acontecer.”, completa Patrícia sócia do Atelier O’Reilly Architecture & Partners.

A missão era trazer para o mundo da arquitetura matérias que somadas ao desenho pudessem fazer nascer o reconhecimento que aquelas pessoas buscavam.

A equipe entrou nos universos da tecnologia, arte e design para projetar de forma não impactante e com zero toxicidade.

Foi feita uma imersão na comunidade e vivenciado o sonho da integração e regeneração do ser. A lição aprendida foi que com nada é possível fazer tudo. Então a equipe com muito respeito ofereceu àquelas pessoas o que receberam, paz e amor.

Projetaram então, para o Instituto o seu microcosmos, um edifício vivo, povoado por um conteúdo visceral, cultural, tecnológico, gastronômico, ecológico, artístico e funcional.

Criaram arquitetura, arte, mobiliário urbano e design com tecnologia digital para atender aos anseios desse Instituto que pode mudar o mundo interior de cada um de nós.

O edifício já existia, era a casa do pai de Claudinho e Fabio, que aos 9 anos de idade militavam pela paz na favela, e buscavam através da música pacificar o seu entorno.

Cresceram junto com a casa que ia subindo os níveis para abrigar os projetos de música, alimentação vegana, tecnologia e esporte.

Eles fizeram shows, o que ganhavam investiam nos próprios projetos e cada cômodo da casa foi abrigando cada vez mais pessoas ansiosas por saber, por crescer, por aprender e por ser.

Hoje, este edifício onde tudo começou já não tem capacidade para atender toda a comunidade e precisa de mais, precisam voar.

O projeto arquitetônico da nova sede do Instituto Favela da Paz em um terreno também doado, faz uma decodificação da “caoticidade” da realidade da casa onde hoje é lar de todos e também o Instituto.

Ele preserva a organização arquitetônica existente e de forma livre conecta oito volumes construídos em madeira desordenados através de passarelas que sobem e descem e oferecem em seu uso os programas, que desenvolvem neste núcleo de metamorfoses interpessoais, que é o Instituto Favela da Paz.

PARCEIROS